quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Santa Maria/RS: HISTÓRIA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA - 2: "Hotel Jantzen (Edifício Cauduro)"

Conforme prometido anteriormente pelo "STUDIO PEGASUS" (28/Janeiro/2012 e EDITORIAL - 05/02/2012), segue-se a sequência


HISTÓRIA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA - 2
"Hotel Jantzen (Edifício Cauduro)"


Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)


Assim se faz um "Jornalismo Investigativo" (dedicado à equipe de jornalismo da RBS TV - Santa Maria/RS, a qual assim não preocedeu adequadamente quando da denúncia anterior)!




Disc. Scientia. Série: Artes, Letras e Comunicação, S. Maria, v. 9, n. 1, p. 205-221, 2008. 205 


RESGATE HISTÓRICO DO EDIFÍCIO CAUDURO
DE SANTA MARIA-RS E SEU APROVEITAMENTO TURÍSTICO

A HISTORICAL REVIEW OF THE CAUDURO BUILDING IN

SANTA MARIA-RS AND ITS TOURIST USAGE

                                                         Eduardo Corrêa de Barros Grassi e Eva Regina Barbosa Coelho


RESUMO:



Foto: Cesar Augusto Mesquita Borges


Na presente pesquisa, abordou-se, sob a forma de um resgate histórico, a viabilidade do aproveitamento turístico do Edifício Cauduro de SM-RS. Por meio da pesquisa bibliográfica descritiva e documental, da aplicação de entrevistas e da técnica da história oral, buscou-se na história da cidade, em fotos antigas e atuais do edifício, subsídios para formatar a proposta de reutilização do patrimônio em questão. Considerando-se que o edifício se encontra atualmente desvalorizadoa pesquisa mostra que se ele for reutilizado com uma proposta que vise ao aproveitamento de seus elementos histórico-culturais, o Edifício Cauduro poderá tornar-se um atrativo da categoria do turismo cultural e ajudará no processo de desenvolvimento da cidade e da região.



Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)



INTRODUÇÃO

No presente trabalho, teve-se como objetivo fazer uma revisão histórica da cidade de Santa Maria, principalmente do momento de desenvolvimento vindo com a ferrovia, no início do século XX, com a instalação das guarnições militares e da Universidade Federal. Esta revisão serviu para contextualizar a época do surgimento do Edifício Cauduro, onde funcionou o Hotel Jantzen.

Esse processo foi realizado por meio uma de pesquisa histórica e de um levantamento fotográfico. É de suma importância que se faça um resgate histórico de um dos edifícios mais marcantes da cidade de Santa Maria entre os anos 1940, fins dos anos 1980 e início da década de 1990, visto que ele abrigou o importante Hotel Jantzen neste período.

Além de forte referência para os viajantes que chegavam à cidade, trata-se de um verdadeiro patrimônio histórico, exemplar da arquitetura moderna, que dispõe de uma localização privilegiada e de espaço para uma possível reutilização, embora desvalorizado na atualidade. Dessa forma provido, o antigo Hotel Jantzen poderá ser convertido em um atrativo turístico cultural da cidade de Santa Maria, atraindo, assim, turistas de diversas regiões, com o objetivo de conhecer um exemplar do patrimônio local bem preservado.

A pesquisa também preocupou-se com a situação atual em que se encontra o prédio. Por isso, mostra-se a necessidade de restaurar a sua substância e de propor a reutilização do Edifício Cauduro. Como complemento, realizaram-se entrevistas com pessoas ligadas à história do edifício. Dessa maneira, foi possível resgatar seu signifi cado cultural, sua memória e seu lado imaterial.

Foram realizadas, portanto, sugestões para a reutilização e para a adequação dos espaços internos, como salas comerciais, escritórios, consultórios, livrarias, Cyber Cafés, sala de projeções, terminais de banco e lojas de souvenirs. Procurou-se mostrar, ainda, a possibilidade de uso de parte das dependências do antigo hotel para um museu de fotos da época de seu apogeu, para auditórios, para salas de reuniões e para salas de exposições e de teleconferência.

Os resultados desta pesquisa são a análise desses dados e da proposta de reutilização, a elaboração do relatório e a apresentação do Trabalho Final de Graduação.


 O MOVIMENTO MODERNISTA NO BRASIL:


Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

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O Edifício Cauduro foi construído no final dos anos 1930, no momento em que todos esses acontecimentos culminavam em um aproveitamento da sua arquitetura. Sobre o edifício, seu estilo e também sobre sua tendência na cidade de Santa Maria, o arquiteto Sr. Luiz Gonzaga Binato esclarece que:

O volume é muito interessante, tem muita simetria, ele tem um equilíbrio muito interessante no tratamento das fachadas, sacadas, esquadrias, formando então uma marca muito importante e muito típica de Santa Maria. Isso porque, felizmente sobraram até hoje, século XXI, muitas marcas dessa época de 40, 50, ao longo da Avenida Rio Branco formando em Santa Maria, provavelmente o mais rico acervo desse estilo, desse período, que alguns chamam Art Déco, arte decorativa, ou o próprio Modernismo.
 
Para reforçar a aparência modernista do prédio, encontra-se no Jornal Fora de Pauta, de 1999, na p. 6-7, apud Foletto e Bisognin (2008) a seguinte observação:

O prédio, construído dentro dos princípios modernos, mostra aspectos formais do Art Déco: revestimento em granitina, dando aparência acinzentada, aspecto aerodinâmico, detalhes geométricos em relevo na fachadaAs janelas de madeira, fachada com reentrâncias e saliências, construção arredondada na esquina, relevos verticais, platibanda escalonada e com frisos geométricos.

Entrevista concedida ao autor no dia 08 de setembro de 2007.


Em Santa Maria, o prefeito Antônio Xavier da Rocha começou a remodelação, que foi se mantendo como uma tendência daquele período do final da década de 1930 e início da de 1940. De acordo com Foletto (1994, p. 90), a arquitetura em Santa Maria, nesse período:

Acompanha a das demais cidades brasileiras e segue padrões modernistas a sua construção. Estes padrões incluem materiais industriais, edifícios de apartamentos para residências com andares de planta simétrica, simplicidade nas fachadas e formatos geométricos construídos com vigas e pilares de concreto armado.
 
Em um contexto nacional, seguindo uma tendência racional, o modernismo passa por uma sucessão de fases, pois para a autora essa arquitetura de padrões modernos desenvolve-se no Brasil lenta e gradualmente, rompendo barreiras, teorias, dogmas consagrados, baseada no conceito de racionalização.

Dá ênfase às funções de suas partes estruturais e busca uma solução concisa e econômica para a construção e uma racionalização do espaço interno e externo da construção




Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

METODOLOGIA:

Aplicou-se nesta, pesquisa, o método dedutivo, que partindo das teorias e leis, prediz a ocorrência de fenômenos particulares (LAKATOS; MARCONI, 2007, p. 106.). Nesse sentido, o presente trabalho desenvolveu essencialmente como técnica a pesquisa bibliográfi ca descritiva, conforme os objetivos do autor que são:

1) fazer um resgate histórico e sugerir o uso cultural e turístico do prédio do antigo Hotel Jantzen.
 
Prioritariamente, utilizou-se uma pesquisa bibliográfica, constituida de material já elaborado, como livros ou artigos científicos, sendo imprescindível para a fase de levantamento de dados, a fase inicial do trabalho (DENCKER, 1998).
 
Por pesquisa descritiva entende-se que “em geral procura descrever
fenômenos ou estabelecer relações entre variáveis. Utiliza técnicas padronizadas de coleta de dados como o questionário e a observação sistemática” (DENCKER, 1998, p. 124).

O método de procedimento usado foi o histórico, que consiste em “investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje” (LAKATOS; MARCONI, 2007, p. 107).

Por se valer de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos de pesquisa (GIL, 1991, p. 51), como jornais, periódicos, almanaques, fotos, esta pesquisa também pode ser considerada como documental.
 
Com esse critério foi feita a coleta de dados no Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria (cópias de textos e fotos), na Casa de Memória Edmundo Cardoso, onde foram pesquisados jornais, fotos antigas e textos sobre o Edifício Cauduro.

Ainda, foram realizadas entrevistas e a técnica da história oral. 

Entrevista é, para Gil (1991, p. 90), a técnica que envolve duas pessoas numa situação face a face em que uma delas formula questões e a outra responde. A história oral trata da obtenção de dados relativos à “experiência íntima” de alguém que tenha significado importante para o conhecimento do objeto em estudo.
 
Estruturam-se quatro entrevistas, aplicadas a senhores na faixa de 50 anos ou mais, que têm seu ponto de encontro no Calçadão e que vivenciaram momentos importantes da história do Hotel. A maioria, ex-funcionários do antigo hotel Jantzen, que em função de sua atividade tiveram maior contato com o cotidiano do Hotel e com as pessoas envolvidas no estudo e na análise do patrimônio construído
em Santa Maria, de um modo geral.

A História Oral foi realizada com o último proprietário do Hotel Jantzen, o que acrescentou relatos de muita importância, uma vez que muitas das informações somente foram obtidas por meio desse momento.

Essas conversas foram aproveitadas de modo a enriquecer a pesquisa e foram distribuídas ao longo do corpo do trabalho, o que veio a fortalecer o caráter qualitativo deste estudo, pois, segundo Minayo (2007, p.79), “seu foco é, principalmente, a exploração do conjunto opiniões e representações sociais sobre o tema que pretende investigar”.
 

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

O Edifício Cauduro (Figura 1) foi construído em Santa Maria, em um momento histórico e em um contexto nos quais a cidade estava em plena expansão.


Conforme o exposto na pesquisa, Santa Maria foi um importante entreposto militar, além de estar provida de uma rede de comércio crescente e também considerada centro ferroviário do estado.

Nesse período não havia um hotel de maior gabarito, cuja estrutura atendesse a demanda que existia. Mas pela necessidade de se considerar a importância que o hotel teve, também porque era fundamental dentro do contexto da cidade, deve-se mencionar que estavam organizando eventos importantes.

O que aconteceu, como nos mostra Beber (1998, p. 115), sobre os eventos, foi que “um destes era a 3ª Exposição Estadual, programada para 1941. Nessa emergência, o prefeito Dr. Antônio Xavier da Rocha fez um apelo ao empresário José Cauduro, para que construísse um bom hotel em Santa Maria”.

Sobre a origem desse projeto, o Sr. Marcos Troyan declara:

José Carlos Cauduro, seu avô materno, comprou o terreno perto da praça, onde hoje está o edifício, para construir sua casa. Quando ele foi falar com o engenheiro para fazer a construção, o prefeito de Santa Maria na época pediu para que, ao invés da casa, construísse um hotel de porte, pois não existia. O que ocorreu foi que, mesmo sem ter vocação hoteleira, José Cauduro acabou convencido e contratou o engenheiro Dr. Schmidt, de Porto Alegre, que fez o projeto e o construiu (TROYAN, 2007).

Com essa história peculiar, o Edifício Cauduro foi construído, já nos moldes da arquitetura da época, com a estrutura de hotel. A respeito dos detalhes dessa construção, Beber (1998, p. 115) afirma:

Num prazo de dois anos e pouco foram executados as obras do Edifício Cauduro, na esquina da Avenida Rio Branco com a Venâncio Aires, dotado de ampla fachada e quatro pavimentos, tomados por dezenas de quartos, salão de refeições e demais dependências. O Edifício Cauduro foi o segundo a instalar elevadores em Santa Maria. O primeiro foi a sede da União dos Caixeiros Viajantes (1926).

Entrevista concedida ao autor no dia 09 de agosto de 2007.

Segundo Beber (1998, p.115), parte importante da história do edifício, mesmo antes da fundação do hotel, ocorreu quando o “salão da esquina foi ocupado pela filial das Casas Eny (calçados), em outubro de 1940, lá permanecendo até os primeiros meses de 1970. Em 1941, o renomado hoteleiro Sílvio Jantzen, de Livramento, inaugurou o confortável Novo Hotel Jantzen”.
 
Para o último proprietário do Hotel Jantzen, Sr. Henrique Moreira Heinz, “o hotel era para viajantes mesmo, atendia a época do trem. O trem chegava e enchia todos os hotéis, as pessoas pernoitavam aqui em Santa Maria e paravam no hotel” (HEINZ, 2007).
 
Tem-se, de acordo com Beber (1998, p.15), que em 16 de dezembro de 1950, Sílvio Jantzen vendeu o hotel ao grupo que inaugurou no mesmo ano o hotel Pirajú. Porém, o grupo dissolveu-se e, ao final da década de 1980, o Hotel Jantzen já estava sob nova administração.

No tempo em que foram construídos, não eram comuns hotéis com aquelas características a não ser em grandes centros, de maneira que os hotéis Piraju e Jantzen se destacaram automaticamente e atingiram um nível de excelência até então não observado em Santa Maria.

No período correspondente a década de 1940 até a década de 1970,
aproximadamente, foi o então Novo Hotel Jantzen um dos mais importantes estabelecimentos hoteleiros da cidade. Nesse período, ocorreram muitos episódios e fatos pitorescos dentro do hotel, assim como na cidade. Foram décadas de uma evolução no contexto político, histórico e cultural.

Funcionou no último andar do Jantzen o restaurante centenário, que,
segundo Henrique Heinz:

foi arrendado por mim para o senhor José Garibaldi que administrava o restaurante. Depois a empresa passou a administrar o restaurante, a própria empresa. Houve uma tentativa nos anos 80 de arrendar novamente para terceiros a empresa, assim como o restaurante e não deu certo, porque não se seguiu os padrões, mesmo que nós exigíamos na época para a demanda da hotelaria, ou seja, uma comida caseira, uma comida popular mais para atender o viajante.

6 Entrevista concedida ao autor no dia 10 de outubro de 2007.

Certamente, foi um restaurante que atendia aos viajantes que estavam de passagem pela cidade, mas também à comunidade, O restaurante era voltado para esses clientes e tinha serviços prestados para eles, pois, de acordo com o referido entrevistado, no restaurante existia um serviço à la Carte, com comidas tradicionais, justamente comidas rio-grandenses, o famoso Bife a Pé, Bife a Cavalo, esses tipos de prato que hoje é difícil de encontrar em restaurante.

Uma culinária basicamente do Rio Grande do Sul, pratos bem vendidos na época. Depois nós compramos novamente da pessoa essa que nós havíamos arrendado o ponto, o restaurante, e passamos a administrálo novamente, voltando com o sistema tradicional também.
 
Por meio de relatos importantes como esses, percebe-se que muitas pessoas que na época conheceram o restaurante e conviveram com ele, trazem na memória e recordam esses momentos que fi zeram parte de suas vidas com muito carinho.

CONCLUSÃO:

Notou-se, ao longo da realização desta pesquisa, que a proposta de sugestão de reutilização do Edifício Cauduro (Figura 2), é essencial para que esse patrimônio de Santa Maria, apesar dos seus sinais de degradação, volte a ser valorizado, o que repercutirá também no seu entorno.
Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Figura 2 - Edifício Cauduro, situação atual.
 

Assim, compreende-se essa importância ao se considerar a necessidade de uma restauração material, passo essencial para o desenvolvimento de suas características originais, que, atualmente, não são identifi cáveis devido ao seu desgaste. Essa medida poderá dar um novo uso ao edifício, um uso cultural, o que ajudará a conservar seu signifi cado cultural, sua memória e seu lado imaterial.
 
O processo de reutilização poderá ser realizado levando-se em conta
duas tipologias de uso distintas, mas que se complementam:

1) uso comercial e
2) uso cultural, em perfeita sincronia com o desejado uso turístico, que culminaria ao final relevante do processo.
 
Para uso comercial, sugere-se a adequação dos espaços internos para uso como salas comerciais, escritórios, consultórios, livrarias, Cyber Cafés, sala de projeções, terminais de banco e lojas de souvenirs.

Para uso cultural, propõem-se o aproveitamento de parte das dependências do antigo hotel para um museu de fotos da época de seu apogeu, para auditórios, para salas de reuniões e para salas de exposições e de teleconferência.
 
Certamente, esse poderá ser o diferencial da proposta, pois contemplará toda a questão cultural que o edifício envolve, isto é, sua história, sua memória, enfim, todos os aspectos que sua existência suscita, tanto na comunidade santamariense quanto nos turistas venham visitá-lo.

Essas propostas para fins culturais, que envolvem o aproveitamento
turístico do Edifício Cauduro, complementarão a possibilidade de se contar a história de Santa Maria, sua evolução no contexto ferroviário, no comércio, como centro militar e cultural, isto é, como um espaço para a visitação e para o convívio da comunidade e dos turistas.

Foto: http://www.flickr.com/photos/carlosdzz/4979694343/in/photostream
Edifício Cauduro, localizado na Avenida Rio Branco, esquina com a Venâncio Aires. Edificação projetada para ser o Hotel Jantzen, inaugurado em 1941. Nele, hospedou-se o então presidente Getúlio Vargas em 1950. Atualmente, o prédio possuiu o térreo ocupado por salas comerciais e os demais pavimentos estão abandonados.
PATRIMÔNIOS DE MARIA
http://www.patrimoniosdemaria.com.br/





Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Ainda causa me estranheza e/ou dúvida; as seguintes perguntas não respondidas:

1º)  Trecho da matéria:

"Também, por conta da tragédia, circula pelas redes sociais e por uma corrente de e-mails na Internet, um suposto risco de desastre no Condomínio Galeria Rio Branco, localizado na Avenida Rio Branco, perto da Vale Machado"

 SP: Por que não foi citado o nome do "Studio Pegasus", como foi agora comprovado a sua correta e devida autoria da matéria? Afinal esse que vos remete, enviou a sugestão de pauta para a equipe de reportagem do "Diário de Santa Maria"


2º) Trecho da matéria:
 
"Em 1992, o Ministério Público Estadual chegou a solicitar a demolição do prédio, cuja construção foi interrompida nos anos 80 por falta de verbas. A justificativa seria o risco que a edificação ofereceria à população."

SP:A construção foi realmente parada por falta de verbas, mas no ano de 1973; portanto sete (07) anos antes do que foi publicado!

3º)  Trecho da matéria:

"Em 1992, o Ministério Público Estadual chegou a solicitar a demolição do prédio, cuja construção foi interrompida nos anos 80 por falta de verbas. A justificativa seria o risco que a edificação ofereceria à população".

"Em 2000, o juiz da 1º Vara Cível, Régis Bertolini, determinou a demolição do condomínio, pois estaria oferecendo perigo à população. O caso é levado ao Tribunal de Justiça do Estado, que confirma a sentença".

"Em novembro de 2002, os condôminos apelam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para impedir a demolição do imóvel".
SP: Por que somente em 2002 os condôminos resolveram se organizar e mobilizar para apelar ao STJ? 


4º) Trecho da matéria:
"A deterioração dos materiais da obra com o passar dos anos é evidente, mas segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Tubias Calil, um laudo assinado por um escritório de engenharia de Porto Alegre garante que as condições estruturais do prédio de 14 andares são estáveis. A prefeitura tem planos para o futuro:"


SP:
  • Aonde está esse laudo? 
  • Porque ele foi feito por uma empresa da capital? 
  • Santa Maria e a UFSM não oferecem condições de realizar tal laudo? 
  • Quem custeou essa empresa? O "Studio Pegasus(composto por um e somente um integranteao contrário da equipe de reportagem  do "Diário de Santa Maria" (composta por Produção; Reportagem; Reunião de Pauta; Fotografia; On Line; Edição; Diagramação; etc...) forneceu desde o início o nº do processo (027/1.05.0006098-0, da 1º Vara Cível) no Ministério Público e ainda colheu relatos de moradores antigos e próximos ao prédio (além de tentar acessar os interiores do prédio - aqonde descobriu comércio informal e/ou ilegal)

5º) Trecho da matéria:
"– A ideia é desapropriar, recuperar e ocupar os prédios para salas administrativas. Foi feito um estudo estrutural e ele está em perfeitas condições. Só precisa de cuidado."

SP: Ora pois Sr. Secretário de Infraestrutura e Serviços,M.D. Sr. Tubias Calil; é de domínio público (e de V.Sª também) o seguinte:

5.1 - Toda e qualquer reforma tende a sair mais caro do que a própria construção; portanto, o valor do CUSTO X BENEFÍCIO não seria alto demais AO INVÉS DE RECONSTRUIRMOS ALGO NOVO E MAIS SEGURO?
5.2 - Que estudo estrutural foi esse? Aonde ele está disposta para consulta popular?

5.3 - Por que o "Diário de Santa Marianão publicou ou sequer comentou alguns detalhes desse "estudo estrutural"? afinal, não seria do interesse de todos?

5.4 - Sr. Secretário de Infraestrutura e Serviços, M.D. Sr. Tubias Calil (o qual acompanho sua carreira desde os tempos de política estudantil), é sabido que Santa Maria sofre com falta de médicos nos pronto socorros; falta de asfaltamento nas principais ruas centrais (estranhamente somente a Rua Vênâncio Aires, aonde ficava a antiga (e ainda nova) sede adminstrativa, é "privilegiada" com um verdadeiro "tapete asfáltico") há anos; diria até décadas.

Se a Prefeitura não consegue resolver esses problemas tão básicos e prioritários (afinal, esse ano teremos eleições municipais), conseguiria ela resolver o que não é resolvido há quase QUARENTA (40) anos)?

5.5 - É de domínio público (porém não confirmado oficialmente) de que o prédio sofre com ligeiro grau de inclinação (estamos a "homenagear a Torre de Pisa/Itália?). Esse suposto estudo estrutural explica a existência ou não dessa inclinação?

5.6 - É de domínio público (confirmado visualmente por mim) de que há décadas, o prédio sofre com grandes infiltações d'agua (as quais são bombeadas), o que foi feito para corrigir isso? Se é que foi feito?

5.7 - Com base nos itens anteriores expostos e comentados por mim; alguém aí arriscaria a sua vida; de familiares e amigos para adquirir uma "sala administrativa" em um prédio que foi abandnado e condenado há quase 40 anos?


5.8 - O Hotel Jantzen (Edifício Cauduro) existe há muito mais tempo (desde a década de 1940; finalizado e  com ainda sólidas estruturas) do que o "condenado" Condomínio "Galeria Rio Branco" ("ainda" inacabado).


Não seria mais seguro e economicamente viável, M.D. Sr. Secretário de Infraestrutura e Serviços Tubias Calil (o qual acompanho suas atividades desde a época de política estudantil)...


REAPROVEITAR O QUE "JÁ ESTÁ PRONTO" E EM DESUSO?


A seguir, mais fotos do antigo Hotel Jantzen (Edifício Cauduro)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)
Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)




Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)


Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)
Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)




Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)






Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)


Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)


Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)
Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)

Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)
Foto: Cesar Augusto M. Borges (Fev./12)



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