Funcionários não são os 850 que não podiam ser desligados, diz empresa.
Gol disse, no sábado, que continuará demissões dos 850 da Webjet.
A GOL informou que demitiu cerca de 100 colaboradores da área administrativa que ainda estavam ligados à Webjet, segundo nota desta quarta-feira (6). Segundo a empresa, os demitidos não fazem parte do grupo de 850 trabalhadores que haviam sido desligados com o início do processo de encerramento das atividades da Webjet.
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Segundo a empresa, quando comprada, a Webjet tinha 1500 funcionários, 500 deles foram absorvidos pela Gol e 850 foram demitidos, outros 200 ainda aguardavam uma definição sobre sua situação. Segundo a Gol, os demitidos saíram desta cota.
“Ressaltamos que, por aproximadamente dois meses, a companhia apresentou aos sindicatos envolvidos propostas de negociação, que foram rejeitadas. Exauridas todas as tentativas, a companhia considera as negociações mantidas frustradas e se viu limitada a prosseguir com os desligamentos”, diz a nota.
Segundo a assessoria da Gol, no entanto, as negociações de que fala a nota não são as mesmas relativas à ação no Ministério Público que impedia a demissão dos 850 funcionários.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) citou a reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) da 1º Região no Rio de Janeiro em que apresentou documentos que indicam que o grupo VRG/Gol está realizando o desligamento dos trabalhadores anteriormente readmitidos da Webjet.
O sindicato nacional dos aeroviários ainda não comentou o anúncio das demissões.
Ação do MP
Na segunda, o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou que vai pedir à Justiça a execução da multa sobre a Gol por descumprir uma decisão da Justiça e demitir os 850 funcionários da Webjet, comprada pela empresa em 2011. Em nota, o MPT afirmou que vai requerer também a reintegração desses trabalhadores.
Na segunda, o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou que vai pedir à Justiça a execução da multa sobre a Gol por descumprir uma decisão da Justiça e demitir os 850 funcionários da Webjet, comprada pela empresa em 2011. Em nota, o MPT afirmou que vai requerer também a reintegração desses trabalhadores.
No sábado, a Gol anunciou que prosseguirá com a demissão de 850 funcionários que trabalhavam na Webjet. As demissões foram determinadas em novembro, mas, em dezembro, a Justiça anulou os cortes e determinou que a companhia deveria apresentar um plano de reintegração dos funcionários e negociar a saída dos trabalhadores com os sindicatos.
Histórico
A Gol concluiu a compra da Webjet em outubro de 2011, por R$ 70 milhões, além de ter assumido dívidas de cerca de R$ 200 milhões.
A Gol concluiu a compra da Webjet em outubro de 2011, por R$ 70 milhões, além de ter assumido dívidas de cerca de R$ 200 milhões.
A aquisição foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), condicionada ao cumprimento de um acordo para garantir um patamar de 85% de eficiência na operação dos slots do aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
No dia 23 de novembro de 2012, a companhia aérea anunciou o início do processo de encerramento das atividades da Webjet e a descontinuidade de sua marca.
Na época, foi anunciado também que 850 funcionários, entre tripulação técnica, tripulação comercial e manutenção de aeronaves, seriam desligados. Desse total, 143 são técnicos (comandantes e copilotos), 400 são de operação comercial e o restante é de profissionais do grupo de manutenção. A Webjet tinha um quadro de 1.500 funcionários. Uma parte foi absorvida pela Gol.
No dia 20 de dezembro, a empresa foi notificada pela Justiça do Trabalho de que deveria cancelar as demissões e reintegrar os funcionários.
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