quinta-feira, 7 de março de 2013

Santa Maria/RS: Prefeito de Santa Maria deve depor sobre incêndio na Kiss até sexta


06/03/2013 21h05 - Atualizado em 06/03/2013 21h05

Delegados desistiram de ouvir Cezar Schirmer nesta quarta-feira.

Político foi convocado para falar sobre emissão de alvarás e a fiscalização.

Do G1 RS
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Os delegados que investigam o incêndio na boate Kiss desistiram de ouvir nesta quarta-feira (6) o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer. Ele deve prestar depoimento até sexta-feira (8). O prefeito havia sido convidado a depor para esclarecer dúvidas sobre a emissão de alvarás e a fiscalização da casa noturna, atingida por um incêndio no dia 27 de janeiro que resultou na morte de 240 pessoas.
Além do prefeito de Santa Maria, outras 39 pessoas foram intimadas a depor. O Secretário de Controle e Mobilidade Urbana, Miguel Passini, disse à polícia nesta quarta-feira que, durante a sua gestão, os fiscais da pasta vistoriaram a boate Kiss apenas uma vez e constataram que o alvará sanitário estava vencido e que o de incêndio venceria em poucos meses. Mas alegou que não cabia à secretaria punir os estabelecimentos que funcionam sem o documento.
Antes de encerrar o inquérito, a polícia quer ouvir novamente os proprietários da boate Kiss e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira. Os quatro estão presos preventivamente. Os responsáveis pelas investigações querem esclarecer divergências entre os depoimentos.
“Queremos ouvir novamente músicos e proprietários da boate sobre a questão da origem do incêndio e o ponto de início do incêndio. Há uma atribuição recíproca de culpas, de responsabilidades. Com relação ao que os proprietários disseram, muitas testemunhas e funcionários desmentiram versões sobre a questão da capacidade da casa, questão de superlotação, enfim”, disse o delegado Sandro Meinerz.
A Brigada Militar voltou nesta quarta-feira (6) à Penitenciária Estadual de Santa Maria para ouvir um dos sócios da boate, Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda. O outro sócio, Elissandro Spohr, prestou depoimento na terça-feira (5). A intenção do inquérito policial militar é apontar se houve irregularidades na ação dos bombeiros durante o incêndio na boate Kiss. Até agora, 196 pessoas foram ouvidas pela Brigada.

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