05/06/2012 | N° 3160
SAÚDE
Médicos protestam contra possível redução de 50% no salário
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| Hoje, devido à paralisação dos médicos, o Husm não atenderá consultas |
Cerca de 250 médicos do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e cinco do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vão parar as atividades por 24 horas, a partir das 8h de hoje. Mais de 500 consultas e cirurgias eletivas – agendadas, previamente, com especialistas – deixarão de ser realizadas. No Hospital Veterinário, também não haverá atendimento clínico, cirúrgico e anestésico. A paralisação é um protesto dos médicos funcionários federais contra a Medida Provisória (MP) 568 que, segundo a categoria, reduz o salário final em 50%.
A UFSM já enfrenta a greve de parte dos professores, desde 28 de maio. De acordo com o sindicato dos docentes, a adesão é gradativa. Um termômetro do movimento pode ser a média de refeições diárias servidas no Restaurante Universitário (RU), que caiu de 6 mil para 4,8 mil. Os servidores técnico-administrativos da UFSM decidem se entrarão em greve na próxima segunda-feira.
Um ato em frente ao Husm vai marcar o início da paralisação dos médicos. As mais de 500 consultas com especialistas e as oito cirurgias que seriam feitas hoje no Husm foram adiadas para, no máximo, daqui a 10 dias. Também não serão feitos exames. Segundo a representante da comissão dos médicos, Maria da Graça Caminha Vidal, o funcionamento do Pronto-Socorro e dos serviços de quimioterapia e radioterapia não serão afetados. Além disso, foi organizada uma escala de plantão, caso seja necessária a presença de um especialista em algum atendimento no PS. Às 15h de hoje, os médicos ocuparão a tribuna da Câmara de Vereadores para expor o repúdio à MP 568.
Conforme o presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Maria, João Alberto Laranjeira, na prática, a MP deverá trazer um congelamento de remunerações. É que o salário base da categoria representará 50% do que eles ganham atualmente. Para englobar os outros 50%, que incluem os benefícios e gratificações, foi criada a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Com a MP, os reajustes futuros serão no salário base, e não na VPNI, como é hoje:
– O governo criou um artifício para reduzir nosso salário pela metade – argumenta Laranjeira.
O texto do governo federal ainda precisa ser votado pelo Congresso Nacional. Se aprovada, a MP começa a valer em 1º de julho.
Adesão à greve – Outra categoria que está mobilizada na UFSM é a dos professores. Entre 30% e 40% dos docentes já aderiram à greve. Os educadores pedem revisão no plano de carreira e melhorias salariais. No RU, o número de frequentadores já diminui em função da greve, tanto que a média de refeições diárias caiu.
A expectativa é que o movimento dos professores ganhe força a partir do dia 11, com a possibilidade de greve dos servidores técnico-administrativos da UFSM.
lizie.antonello@diariosm.com
LIZIE ANTONELLOA UFSM já enfrenta a greve de parte dos professores, desde 28 de maio. De acordo com o sindicato dos docentes, a adesão é gradativa. Um termômetro do movimento pode ser a média de refeições diárias servidas no Restaurante Universitário (RU), que caiu de 6 mil para 4,8 mil. Os servidores técnico-administrativos da UFSM decidem se entrarão em greve na próxima segunda-feira.
Um ato em frente ao Husm vai marcar o início da paralisação dos médicos. As mais de 500 consultas com especialistas e as oito cirurgias que seriam feitas hoje no Husm foram adiadas para, no máximo, daqui a 10 dias. Também não serão feitos exames. Segundo a representante da comissão dos médicos, Maria da Graça Caminha Vidal, o funcionamento do Pronto-Socorro e dos serviços de quimioterapia e radioterapia não serão afetados. Além disso, foi organizada uma escala de plantão, caso seja necessária a presença de um especialista em algum atendimento no PS. Às 15h de hoje, os médicos ocuparão a tribuna da Câmara de Vereadores para expor o repúdio à MP 568.
Conforme o presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Maria, João Alberto Laranjeira, na prática, a MP deverá trazer um congelamento de remunerações. É que o salário base da categoria representará 50% do que eles ganham atualmente. Para englobar os outros 50%, que incluem os benefícios e gratificações, foi criada a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Com a MP, os reajustes futuros serão no salário base, e não na VPNI, como é hoje:
– O governo criou um artifício para reduzir nosso salário pela metade – argumenta Laranjeira.
O texto do governo federal ainda precisa ser votado pelo Congresso Nacional. Se aprovada, a MP começa a valer em 1º de julho.
Adesão à greve – Outra categoria que está mobilizada na UFSM é a dos professores. Entre 30% e 40% dos docentes já aderiram à greve. Os educadores pedem revisão no plano de carreira e melhorias salariais. No RU, o número de frequentadores já diminui em função da greve, tanto que a média de refeições diárias caiu.
A expectativa é que o movimento dos professores ganhe força a partir do dia 11, com a possibilidade de greve dos servidores técnico-administrativos da UFSM.
lizie.antonello@diariosm.com

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