05/06/2012 | N° 3160
DIÁRIO DA SECA
Moradores precisam economizar para garantir abastecimento
![]() |
| Nível na barragem Lajeado do Pinheiro, em Santiago, está 5m40cm abaixo do nível. Se não chover, a água existente no reservatório vai durar apenas 60 dias. Cidade teme o racionamento |
Lidar com a falta de água tem sido um desafio diário para mais de 3,2 mil famílias que vivem na zona rural de 38 municípios região. Cuidar das plantações, dar de beber para os animais, fazer as tarefas domésticas e até mesmo tomar banho são atividades que foram alteradas em função da seca, que começou no ano passado. Para que esse precioso bem não desapareça da rotina familiar, as prefeituras usam caminhões-pipa para abastecer os reservatórios dos necessitados. No total, são 3.251 famílias auxiliadas em 35 municípios.
A dificuldade de cada cidade depende do local onde é captada a água para a população. Os 22 municípios que têm poços artesianos com fonte estão sob menor risco de desabastecimento. A exceção é Itacurubi que, por precaução, raciona água desde o início do ano. O fornecimento é interrompido das 15h às 17h, diariamente.
Para não chegar a este extremo, algumas prefeituras e unidades da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) trabalham com campanhas de conscientização para o uso racional da água. É o caso de Júlio de Castilhos, que, há dois meses, trabalha para que a população reduza o desperdício, deixando de lavar carros e calçadas, por exemplo.
Níveis baixos – Barragens e rios são responsáveis por garantir água na torneira de moradores de 16 cidades da região – e, desde o início da estiagem, muitas não estão dando conta do recado. A barragem que abastece Santiago tem água para apenas 60 dias (veja abaixo). Em Silveira Martins, a rede adutora que faz a captação da água da barragem teve de ser ampliada por três vezes para chegar a açudes de propriedades particulares para seguir abastecendo a população. Segundo o gerente da Corsan local, Jean Bordin, a barragem está em situação crítica, com nível 2m5cm abaixo do normal.
Em Unistalda, o abastecimento está garantido por mais 40 dias, uma vez que o reservatório que abastece o município está dois metros abaixo do nível normal. Segundo a Corsan, há grandes chances de racionamento.
As chuvas da semana passada serviram para a melhoria de qualidade das pastagens que alimentam os animais, mas pouco amenizaram a seca (confira no quadro a situação atual de cada município). Conforme o gerente regional da Emater, Cesar Medeiros, a quantidade foi menor do que a esperada.
– Alguns mananciais e açudes até juntaram água, mas não o suficiente para garantir água em grande volume, e encher vertentes e fontes – explica.
Previsão do tempo – Se depender das chuvas, o inverno deve continuar com problemas de escassez de água no Estado. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) os totais de chuva não devem ultrapassar os 400 milímetros durante os meses de junho, julho e agosto, no Rio Grande do Sul.
diogo.brondani@diariosm.com.br
DIOGO BRONDANIA dificuldade de cada cidade depende do local onde é captada a água para a população. Os 22 municípios que têm poços artesianos com fonte estão sob menor risco de desabastecimento. A exceção é Itacurubi que, por precaução, raciona água desde o início do ano. O fornecimento é interrompido das 15h às 17h, diariamente.
Para não chegar a este extremo, algumas prefeituras e unidades da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) trabalham com campanhas de conscientização para o uso racional da água. É o caso de Júlio de Castilhos, que, há dois meses, trabalha para que a população reduza o desperdício, deixando de lavar carros e calçadas, por exemplo.
Níveis baixos – Barragens e rios são responsáveis por garantir água na torneira de moradores de 16 cidades da região – e, desde o início da estiagem, muitas não estão dando conta do recado. A barragem que abastece Santiago tem água para apenas 60 dias (veja abaixo). Em Silveira Martins, a rede adutora que faz a captação da água da barragem teve de ser ampliada por três vezes para chegar a açudes de propriedades particulares para seguir abastecendo a população. Segundo o gerente da Corsan local, Jean Bordin, a barragem está em situação crítica, com nível 2m5cm abaixo do normal.
Em Unistalda, o abastecimento está garantido por mais 40 dias, uma vez que o reservatório que abastece o município está dois metros abaixo do nível normal. Segundo a Corsan, há grandes chances de racionamento.
As chuvas da semana passada serviram para a melhoria de qualidade das pastagens que alimentam os animais, mas pouco amenizaram a seca (confira no quadro a situação atual de cada município). Conforme o gerente regional da Emater, Cesar Medeiros, a quantidade foi menor do que a esperada.
– Alguns mananciais e açudes até juntaram água, mas não o suficiente para garantir água em grande volume, e encher vertentes e fontes – explica.
Previsão do tempo – Se depender das chuvas, o inverno deve continuar com problemas de escassez de água no Estado. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) os totais de chuva não devem ultrapassar os 400 milímetros durante os meses de junho, julho e agosto, no Rio Grande do Sul.
diogo.brondani@diariosm.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário